segunda-feira, 23 de março de 2009

Afinal, birra não!

Tava aqui a miúda a curtir a sua birra de domingo à noite, embrenhada no mais profundo ódio às segundas feiras, quando o telemóvel acusa mensagem.
Pé arrasta pé e lá fui...
"Ké miminho!" dizia o sms enviado pela Amiga que estava na mesma sala, na mesma mesa que eu a trabalhar. LOL.
Há lá coisa melhor que gargalhadas às 01h14?????????????
Toma lá pá, montes de mimos para ti...Beijos é que é só daqui a um mês! :)

Birraaaaaaaaaaaaa

Acabou o fim de semana...Metade da To Do List não foi riscada... O Sporting foi vitima de taça jacking e perdeu...Já é segunda-feira....
Posso? Posso? Posso?
Vou atirar-me para o chão e gritar!

sexta-feira, 20 de março de 2009

Eu vou, eu vou



Eu vou e LEVO-TE comigo :)

Dor

O meu médico disse-me “neste caso, a dor é um indicador benigno” . Respirei fundo, e vim com aquela frase a dar mote para muitos outros pensamentos.
Passamos metade da vida a combater a dor. A evitar senti-la. E para que?
Em muitos casos a dor é um indicador benigno. Diz-nos que não somos robots, diz-nos que a carne, as veias, o sangue por baixo da pele, continuam a enviar sinais de vida. O lado benigno da dor é quando ela nos lembra que estamos vivos e sentimos. Que temos oportunidade de a ultrapassar e com isso ficarmos mais fortes.
Que a dor pode ser um líquido precioso para a força que nos muda interiormente e dá oportunidade de nos (re)conhecermos. As feridas cicatrizam quando a dor é assim.
Às vezes, é preciso acolher a dor, abraçá-la sem a negar, dizer a nós próprios “foi assim” e partir daí.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Só para não ficar demasiado sério ou um bom lema de vida :)

Feiticeiros de OZ

Este devia ser um texto de esperança. Rectifico, este é um texto de esperança.
Que faça ver que no final, há um arco-íris com um pote de ouro à espera.
O ser depois de ser. O voltar depois, o amar depois, o depois.
Há coisas em que acredito autista e piamente. E acredito em (re)começos. Acredito que depois continua a haver muito. Não faz sentido não haver mais borboletas, não haver mais nós, não haver mais vontades. Não faz sentido ao abrir os olhos não ter um sorriso espelhado porque há leves brisas, cheiros, sabores, pensamentos.
Os finais estilhaçam. Rebentam-nos em mil pedaços. Por momentos afundamos e deixamos de respirar, presos nos limos. Mesmo quando fomos nós. Se calhar, pior se fomos nós, porque nos rebenta também a dor dos outros. Estilhaçam brutalmente e por momentos esquecemos o que somos, para onde vamos, o que estamos a fazer. Aparece o fim da ilusão que sustenta qualquer relação (também acredito piamente que se uma relação não tem a ilusão do nós, não existe), aparece o fim da vontade, aparece a razão a querer mandar e isso destrói.
Sim, destrói. Sim, recolher os pedaços e tentar reconstruir o puzzle faz doer os rins. Ficamos com tendinites dos movimentos repetidos, apanha, junta, cola. Às vezes sem cola e tudo fica meio preso, meio solto, pronto a cair, com cuspo posto de improviso. E sem darmos por isso, a pele tornou-se carapaça de tanto que o corpo se dobrou.
E agora? Como avançar para qualquer lado?. Qual o lado? Qual o caminho? Estamos parados em raízes que são cicatrizes que nos prendem, nos lembram, nos alimentam o não ir. Mas tentamos, tentamos dar passinhos que fazem doer articulações, que fazem parar a cada segundo para respirar. Tentamos.
Como avançar nesta fragilidade em que estamos, que somos? Qualquer coisa nos pode fazer desmoronar porque a construção não está sólida e sentimos que nenhum pedaço pode cair porque isso era a derrocada final.
Mas avançamos. Porque sonhamos e porque temos medo e desta combinação surge o grito que comanda, para não ceder à loucura.
Mais medo. Medos de variadas formas, em setas apontadas, em facas espetadas, medos que rodam e rodam em todas as direcções.
Mas avançamos. Como o Homem de Lata. E um dia caminhamos normalmente porque encontramos o Feiticeiro de Oz que somos e que nos devolve o coração.
E nesse dia está o arco-íris. Porque acreditámos que podíamos vê-lo.

(Para ti e para ti, minhas queridas, que nestes dias de final estão caídas. Eu levantei-me, vocês também o farão no tempo que for necessário.)

terça-feira, 17 de março de 2009

Lufada de surpresa

"Tu chamaste-me princesa, e eu, com infantil alegria, saltei-te para o colo"

Tempos

Tempos estranhos. Não maus, mas maus, não bons, mas bons, estranhos. Uma balança, cega, não justa, com bom e mau nos pratos. A balançar, balançar.
Coisas que doem, destroem, que magoam. Pequenos passos, não impunes, que marcam com giz o dia –a-dia que do negro, negro, se espera alvorada.
Lufada de surpresas que trazem brilhos que saltam ao colo e beijam loucuras.
Tempos estranhos. Com finas peneiras vai passando quem e o que não é importante. Fica o ouro preso na malha, para que brilhe no olhar, no calor, nas jóias que se entrelaçam nos dedos que se estendem.
Do lado direito o mau, o sombrio, o desenrolar, ombros a aguentar, ombros que se vão, sabor amargo a erro e injustiça. Raiva.
Do lado esquerdo o coração, que saltita nos que ficam, nos que aparecem, que estão e são, tatuados. Que se abre e estende para tudo. Que se aqueça com o sol que dão.
Dois pratos da balança. Não justa.
Estranhos tempos que nos esvaziam e nos enchem.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Algodão doce

Coisas simples. Simples como a brisa que passa, leve e nos leva em solavancos, curvas e contra curvas. Como o calor do sol que queima devagar, devagarinho e que nos faz ir sentindo bem, em pensamentos puros.
Estar vivo e respirar. Respirar em pequenas inalações, pequeninas para que não assuste a entrada do ar que às vezes falta, para que não doam os pulmões que se recolheram nas carapaças duras e velhas.
Águas frias, águas quentes, em alternância para provocar choques que fazem circular o sangue misturado em chá com pedaços de limão. A vida assim dita, escrita, em surpresa. Como algodão doce, em pedaços, flocos que se puxam, fiapos que adoçam os dedos.
À frente do passado, atrás do futuro, aqui, hoje. Assim. A sentir.

Tasmanices XV

A propósito de combater o sono, a Diaba explicou que quando fechava os olhos via "luzes" (ai que a miúda anda a pastilhar e eu não sei!!!!). Para a tentar acalmar, combinámos um género de jogo em que fechávamos os olhos e contávamos uma à outra o que víamos. "Visão" da Diaba, ontem:
Diaba- Estou num castelo com a vaca lilás do chocolate Milka. Nesse castelo há um espelho onde estão duas barbies que desaparecem quando vem o Mal. Depois todas juntas conseguimos combater o Mal e ficou o Bem para sempre. Aparece um campo cheio de flores e na flor cor-de-rosa mais bonita está a Mamã."
( ó pá...ó pá.... é ou não é bonito para qualquer Mãe???? Snifff de emoção)