terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010

Aos molhos!

Parece que este fim-de-semana há dia dos namorados! Pois parece…
Comecemos, então:
Durante um beijo o ritmo cardíaco aumenta, podendo ultrapassar os 100 batimentos por minuto, as pupilas dilatam, a respiração torna-se mais profunda e os vasos sanguíneos expandem-se, permitindo ao organismo receber mais oxigénio.

A saliva contém substâncias antibacterianas. Como um beijo profundo aumenta a secreção salivar, pode ajudá-lo a manter a boca saudável.

A saliva contém substâncias antibacterianas. Durante um beijo está a trocar bactérias com o seu parceiro, o que estimula o seu sistema imunitário a criar anticorpos para bactérias estranhas.

É isto! Pela vossa saúde, ofereçam beijos! Molhos de beijos!

Tasmanices XXXVIII

Ontem, enquanto fazíamos a capa do próximo livro a ser escrito, a televisão ligada mostrava um anúncio a um shampoo (que por acaso eu uso)
Diaba- Isto é tudo mentira o que eles estão a dizer.
Mãe- Então porque filha?
Diaba- Tu usas aquele shampoo e por acaso tens um cabelo muito brilhante e sedoso? Não tens!
( Obrigada filha, por trazeres o meu ego para a realidade!!!!)

segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

Sala de Baile

Dançamos? A música já está a tocar e é a mesma. Dançamos?
Depressa passa o teu braço pela minha cintura e aperta-me. A ti cabe a honra castigadora de conduzir e a mim a de ser reflexo em marioneta que de vez em quando solta o fio para dar um toque de anca que embale levemente para outro lado.
Dançamos? Na boca está a rosa, que ganha na surpresa, ainda tem os espinhos. Cuidado, que farpas a rasgar os lábios não são necessárias pois que eles estão em sangue.
Suave, com cetim nos ombros onde a outra mão pousa até sacudir o pescoço numa volta. Suave.
Dançamos? Uma dança de roda e doçura que vai mais dentro e toda a dança depende desses olhos que com o calor embaciam e onde se podem fazer desenhos.
Dançamos?

(In)compatibilidades

Sentaram-se lado a lado e falaram longamente. Sobre o que eram e o que desejavam. No final perceberam que cada uma queria um pedaço da vida da outra, precisamente nos mesmo sítios. Só tiveram de arrancar os braços e o transplante foi feito ali mesmo, manchando a calçada de sangue. Não fazia mal, era o mesmo tipo O Rh D positivo

domingo, 7 de Fevereiro de 2010

Abro la ventana

Fiz um voto de castidade. Eu não estou para ninguém.
Apontadas ao meu coração, ou mais abaixo onde palpita vida, estão as mãos vazias que pedem que retirem o medo que as congelaram.

"Que grán silencio
Todo en suspenso
Que vértigo de no verte
Retumbo
Como una campana
Abro la ventana
Y entras tú
Entras tú…"

quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

Perguntas ardentes

Dizem as normas que caso se sinta um incêndio se deve permanecer calmo, não gritar e não correr. Que se deve tentar descobrir o fogo e tentar apagá-lo e caso não se consiga, dirigirmo-nos a uma saída de cabeça baixa.
E se o incêndio for dentro de nós? Tentamos apagar?
Também há normas de procedimento?

Tasmanices XXVII

A ir para casa, dentro do elevador, fecho os olhos por um momentos.
Diaba- Que se passa, Mãe?
Mãe- Doi-me um bocado a cabeça, filha
Diaba- Mãe, se estás preocupada diz que eu ajudo-te!
(soubesses tu, filha, das vezes que sim, que só tu, me livras das preocupações :))

sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010

Cartas da Tasmania

Disseste que querias ter asas. E eu ri-me muito e disse-te que já tinhas.
- Não, não, asas a sério. Para poder voar e tocar no céu.
E eu continuava a rir, o riso a transbordar por todo o lado, porque já não cabia em mim.
- É dessas que eu falo também, filha, as asas de verdade. Que tens quando fechas os olhos e podes estar em todo o lado, em qualquer sítio a tocar qualquer coisa.
E tu outra vez, que querias voar e depois a rir também, com os olhos, a brilhar.
Deitamo-nos as duas, olhos fechados e eu a dizer-te o que via.
Foi a tua vez. Que estavas num campo cheio de flores e duas eram cor-de-rosa e quando se abriram, saímos nós, feitas fadas e voávamos por todo o lado.
Dei-te a mão e ainda de olhos fechados disse que te amava. Deste-me a mão e disseste que sou o teu mundo.
Deitadas, barriga para cima, olhos fechados e mão dada. O céu está mesmo aqui.

quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

Lua

Vem cá ler-me.
Lembras-te da minha voz? Lê-me como se estivesse ao teu lado a falar.
A dizer-te " E a ilusão? Tem de haver espaço para a ilusão?".
Chegaste ao meu.
Sê bem vindo.

quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010

To an old friend

"Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias..."

Fernando Pessoa

É isto. Os olhos são os mesmos, brilhantemente os mesmos. Serão sempre.
Mas, às vezes, de olhos fechados somos mais livres, porque não estamos sempre a anteceder em que rocha pomos os pés e nesta “cegueira” descobrimos pontes onde voamos. É neste momento que existe o espaço onde tudo pode acontecer.
Vamos conceder umas férias à intranquilidade dos corpos e às formatações ancestrais.
Começamos de novo? Diz-me de que gostas tu?