terça-feira, 13 de abril de 2010

Love will...

Os dias e o beijos. Pendurados como pernas baloiçantes à beira do rio. A olhar. À espera.
Tudo parece que converge para nos afastar sempre do beijo dado à cinema. Em braços poderosos que inclinam a cabeça enquanto os olhos, num segundo suspenso, abrem as bocas.
Que foi que não nos aconteceu? Foi o amor que nos afastou?

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Praia

Sabes (a)mar.
Quando no meio de uma revolução qualquer, de dentro, cresces e te transformas em força como se fosse possível aproximar-me da falésia sem sentir apelo da tua água em cores.
Sabes (a)mar.
Quando os olhos se agigantam e os teus braços me submergem até boiar em ti e as nossas bocas abertas ficarem cheias de peixes brilhantes.
Sabes (a)mar.
De todas as vezes que o balanço parece marés e no recuar avança um pouco mais a linha da espuma cobrindo-me de algas e eu quero o quebrar das tuas ondas contra o meu corpo estendido.
Sabes (a)mar.
E, todos os dias, sem excepção, eu queria entrar em ti ao luar.

Combina com o sol :)



"sometimes in my tears I drown
but I never let it get me down
so when negativity surrounds
I know some day it'll all turn around
because
all my life I've been waiting for
I've been praying for
for the people to say
that we don't wanna fight no more
they'll be no more wars
and our children will play"

Delirio(s)

O L. disse-lhes que deviam escrever um livro. E elas escreveram.
Mas depois já não era um livro, era uma série televisiva.
O problema, diziam elas, era a falta de fé, até que a S. fez o seu primeiro brioche, que se desfazia na boca, e tudo foi acompanhado por morangoskas e mensagens de massagem à rapidez.
É só esperar quatro dias e haverá mais.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Ligação

Mesmo quando da precipitação se faz beijo primeiro
e explicação só depois,
quem disse que tem de ser o zero a parte de onde se começa?
E de que ponta se fala para acabar? Fizemos tudo por nós?
Sei dos teus olhos a abrir no meio do sono que não vai. Sei dos teus braços abertos nos meus.
Sei do amor que inventei, um dia, dado a ti. E que julguei incendiar o teu corpo.
Sei do amor que inventei, um dia, dado por ti. E que julguei ser meu.
Mesmo quando da precipitação se faz beijo primeiro e nada depois, sei do amor que senti, um dia.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Tu habitavas os dias

tu habitavas os dias como se o tempo te pertencesse
ratificavas com o teu esgar secreto
os meus membros sobre o teu peito
os meus gestos
a minha inteira existência

eras nesse tempo a própria perífrase da vida
dizer-te, o teu nome violento,
era o mesmo que afirmar:
a minha vida (e depois
por aí fora sobre tudo o que quisesse)

para além de ti, quero eu dizer,
sem a tua presença de água nos olhos
era nessa altura impensável
encarar a sucessão das horas
a possibilidade sequer
de haver respiração
ou pensamento

mas depois deixaste de habitar os dias
(daí, em parte, estas palavras)
e eu sigo (mal) existindo
e respirando, ainda que a custo

depois da angústia,
a perplexidade

João Miguel Henriques
Também a memória é algum conhecimento
Lumme Editor

Yeah! Oh yeah!

Sempre achei que a paixão solitária era um desperdício enorme. Menos na música

Curtas

É tempo de começar a correr outra vez... o risco de deixar de saber sequer andar é demasiado grande!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Bruises

Foi enquanto se penteava em frente ao espelho que reparou na enorme nódoa negra. No interior do braço, mesmo no sitio onde, no sonho, ele a tinha agarrado com tanta força que a fizera sorrir ao dizer "não vás, não sei respirar sem ti!"

"Got bruises on my knees for you
And grass stains on my knees for you
Got holes in my new jeans for you
Got pink and black and blue for you..."


Chairlift- Bruises

sábado, 3 de abril de 2010

E se? :)

Ver até ao fim...não se perde tempo, ganha-se muito! :)